quarta-feira, 6 de setembro de 2017

High Roads



Scott Lobdell, Leinil Yu (2003). High Roads. Nova Iorque: Wildstorm.

Este não é um comic a ler se quiserem uma visão séria e dramática sobre a II guerra. Se ainda suspeitarem que há algo de sério nele, imaginam o que poderá dar a mistura de uma ex-amante de Hitler, um inocente mas espadaúdo jovem soldado americano, um actor minorca que passou de uma carreira de herói do velho oeste a um mini-hitler do teatro burlesco, e um kamikaze japonês que não percebia muito bem o porquê de ter de se suicidar em combate e preferiu desertar para França. Se tiverem mente perversa, não, este não é um comic desses, apesar da presença profusa de heroínas e vilãs com decotes generosos. Se conhecerem a história da segunda guerra, estão a perguntar-se "como diabos é que os autores justificam a presença de um kamikaze em França", e a resposta é não, rigor histórico e verosimilhança são conceitos inexistentes nesta história.

O resto é um resvalar constante de aventura cheia de adrenalina em ritmo alucinante. O enredo gira à volta de uma jóia rara, cuja existência é conhecida pela ex-amante do ditador, mas acaba com a destruição das bombas atómicas da vitória final germânica na cidade nazi flutuante no ártico.

Pois, este é um livro desses. Daqueles que não teme os exageros, leva-os mais longe do que o saudavelmente recomendável, e que tem ninjas nazis para compor o ramalhete. Sublinhe-se que o mundo dos comics precisa de mais ninjas nazis.

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